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Catálogo Exposição Véio | Esculturas | 11/05/2010

A Galeria Estação e o Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro – IIPB começam o ano de 2010 dando continuidade ao seu objetivo maior, que é o de mostrar a obra dos grandes artistas brasileiros. Desta vez temos a parceria da Galeria Karandash, de Maceió - al, comandada por Maria Amélia Vieira e Dalton Costa, grandes entusiastas da obra de vários artistas locais e responsáveis por sua divulgação no território nacional.
Estes são artistas que, sem erudição e contando com a força da sua obra, mostram que arte é arte, sem distinção ou preconceito. Eles se têm imposto no mercado apenas pelo rigor e pela qualidade do próprio fazer artístico. Aos poucos, se torna clara a diferença entre a arte e o artesanato. O fato de os dois terem sido colocados no mesmo balaio, durante tantos anos, adiou o reconhecimento desses artistas, oriundos da nossa gente – a gente brasileira.
No ano passado, mostramos, pela primeira vez em São Paulo, numa exposição individual, o escultor pernambucano José Bezerra e a ceramista mineira Izabel Mendes da Cunha, além do já falecido e reconhecido internacionalmente José Antonio da Silva, pintor paulista. Todos receberam o aplauso da mídia e do público paulistanos.
A primeira mostra deste ano que começa é a do escultor sergipano, da cidade de Nossa Senhora da Glória, Cícero Alves dos Santos |Véio, cujo trabalho acompanho há vários anos com entusiasmo crescente. Fui conhecê-lo pessoalmente e formalizar o convite para a mostra em novembro de 2009. Acompanharam-me o curador, Paulo Monteiro, artista plástico, e a fotógrafa e também artista plástica Germana Monte-
Mór. Foi um dia que acrescentou grande experiência artística e humana para todos nós. Homem sensível, sisudo, até mesmo desconfiado, Véio mostrou-nos sua arte e seu modo de viver.
Morando no sertão, numa cidade muito pequena, seu espírito de cidadão impulsionou-o a criar um “museu” com objetos e artefatos antigos, todos oriundos do fazer sertanejo e que, segundo ele, estão em desuso. São ferramentas para o arado, carros de boi, instrumentos musicais, instrumentos de barbeiro. Enfim, uma variedade de objetos que, reunidos, reconstroem a vida da região. Além dos objetos, o artista guarda a memória da cidade em documentos históricos colhidos no cartório local e fotos de figuras públicas como prefeitos, vereadores e outros cidadãos ilustres.
Véio é uma personalidade única, incomum e isso se reflete de modo direto e imediato na sua obra incomparável! Aí está a exposição. Nós a montamos com entusiasmo e alegria, esperando transmitir-lhes essas e muitas outras emoções.

Vilma Eid




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