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Catálogo Exposição José Bezerra em Belo Horizonte | 26/05/2010

Do vale do Catimbau, em Buique, sertão de Pernambuco, as esculturas de José Bezerra viajam comigo para Madrid, na Espanha.
Nossa história começou quando vi uma foto do seu sítio, lugar aonde trabalha e mora com a família.
Imediatamente senti que precisava conhecê-lo e àquele lugar. A imagem mostrava um homem com uma cuia na cabeça que servia de chapéu, um colete xadrez com botões de madeira e umas “cordinhas” costuradas servindo de adorno. Dos botões às cordinhas, tudo feito por ele, eu soube depois. Estava sentado em frente a uma casa de taipa com pedrinhas incrustradas que formavam desenhos. Ao lado, um grande terreiro, verdadeiro museu a céu aberto, repleto de troncos e galhos transformados em esculturas.
O impacto daquilo tudo sobre mim foi enorme!
Estava decidida e, por mais que meus amigos pernambucanos me alertassem para a distância, a dificuldade de acesso, a época de chuva que torna o local quase inacessível, aluguei um taxi e parti.
Lembrar-me-ei para sempre do nosso primeiro encontro. Depois deste, há apenas 2 anos, estive no Catimbau várias outras vezes e, em todas elas, a diversidade e a quantidade de esculturas eram assombrosas.
A foto que eu vira era absolutamente fiel. Um lugar mágico! Um homem singular! Um artista extraordinário!
Fiquei tão deslumbrada, tão emocionada que mostrá-lo em São Paulo, na Art Madrid e onde mais for possível, tornou-se mais uma missão para o Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro – IIPB.
A entrada do Rodrigo Naves, seu entusiasmo diante da obra de Bezerra e sua aceitação do convite para ser o curador da mostra deram ao projeto a dimensão que ele merece.
O resultado está aí. Simples, direto, valoroso, importante, como é o escultor José Bezerra.

Aproveitem!

Vilma Eid




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