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Poteiro - Uma homenagem | 30/06/2020

Poteiro – uma homenagem
Esta, mais do que uma exposição, é a minha homenagem a Antônio Batista de Souza, Poteiro, um português que veio cedo com a família para o Brasil. No início ele usa barro para confeccionar peças utilitárias e objetos decorativos de pequenos formatos. Chega a ter duas fábricas de cerâmica, que acabam falindo. Começa na pintura incentivado pelo pintor Siron Franco e torna-se um grande colorista.
Eu o conheci, rapidamente, no fim dos anos 80, quando fui sócia da Galeria Paulo Vasconcellos - um momento muito rico do meu descobrimento artístico, sobretudo na arte popular, quando ainda vivia a maioria dos grandes artistas hoje conhecidos.
Só vi sua última exposição, na saudosa Galeria São Paulo, de Regina Boni, ícone das artes nos brilhantes anos 80. Fui com minha mãe, que comprou o quadro cujo tema é o jogo de futebol. Ela o manteve em casa até a sua morte, em 2019, e o quadro me coube na divisão com meus irmãos. Sempre tive com ele uma forte ligação afetiva. Agora vocês podem apreciá-lo nesta mostra.
As pinturas aqui expostas são do período até os anos 90. Os potes, de várias épocas, têm também suas histórias. Pertenceram à colecionadora mineira Celma Albuquerque, que teve intenso convívio com Poteiro.
Aí está. Nossa primeira exposição on-line - em tempos de pandemia que, sem dúvida, se tornarão históricos -, que também poderá ser apreciada ao vivo.

Até breve.

Vilma Eid




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