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Josef Hofer | 09/09/2019

Josef Hofer

Ouvi falar de Josef Hofer por meus amigos na Europa e nos Estados Unidos, onde ele é um artista muito conhecido. Vocês estranham que aqui não seja? Pois é, é nessas horas que ganha pontos minha tese de que a arte é regional. Como pode alguém ser conhecido no hemisfério norte, e no sul, não? Acontece.
A história e a obra do artista plástico Josef Hofer se encaixam na Art Brut, segundo Jean Dubuffet, pintor francês que nos anos 50 escreveu um manifesto sobre a Art Brut, lançando luz sobre esse assunto tão discutido e controverso.
Nascido na Áustria, surdo e mudo, com uma deficiência mental, Josef Hofer morou em residências psiquiátricas na própria Áustria, que cuidam, por meio da arte, de pessoas com problemas semelhantes ao dele. Já adulto, teve a sorte de estar na hora e no lugar certo, quando a dra. Elisabeth Telsinik trabalhava em uma dessas instituições.Aí começa a história de reconhecimento do talento e de acompanhamento de Josef Hofer, até que ele se tornasse um grande artista.
Sua primeira exposição individual foi na Suíça, no Musée d’Art Brut de Lausanne, criado graças a Jean Dubuffet, que doou a ele toda a sua coleção de Art Brut. A esta sucederam muitas outras, em instituições e galerias comercias de vários países.
Dra. Elisabeth mora em Salzburgo, pequena e charmosa cidade da Áustria onde acontece anualmente um festival de música de verão, ao qual tenho o hábito de ir. No ano passado, escrevi a ela e fui conhecê-la. Ela é a curadora nomeada de Josef Hofer, cuida dele e de todo o seu acervo. Fiquei fascinada com o trabalho de Hofer e não resisti. Decidi ali mesmo que não era justo que nós, brasileiros, não conhecêssemos este desenhista excepcional.

Surpreendam-se!
Vilma Eid




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