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Catálogo Bernnô | 19/05/2016

Bernnô

O José Bernnô, artista que infelizmente não conheci, entrou na minha vida e na minha coleção através de dois queridos amigos.
O primeiro deles é Rodrigo Naves, cujo artigo publicado em página inteira no Caderno 2 do jornal O Estado de S. Paulo, em 19/8/2008, chamou muito minha atenção. Rodrigo nos mostrou que ali estava um artista pronto para ser recebido pelos apreciadores da pintura.
Com talento e uma obra já madura, meu outro querido amigo, Maurício Buck, e sua mulher Leila fizeram a primeira exposição de Bernnô no Escritório de Arte Mauricio Buck, com curadoria do Cauê Alves.
Muito impressionada com a obra, comprei um trabalho. Mas, a cada vez que eu via os trabalhos de Bernnô expostos, não resistia e comprava mais um e mais um, e de repente eu tinha cinco. Cada vez que olho para eles vou descobrindo uma coisa ali, outra acolá, gostando sempre mais desse convívio.
Bernnô nasceu talentoso, mas trabalhou muito para que o seu talento fosse reconhecido. Fez Faculdade de Belas Artes em São Paulo, foi aluno dos pintores Paulo Pasta e Marco Giannotti, além de ter feito curso de História da Arte com Rodrigo Naves.
O Maurício preparava uma mostra de desenhos para o MAM quando José Bernnô teve um AVC. Peças que a vida prega! Com toda uma carreira pela frente, vai-se embora o homem, o artista.
Alguns anos depois, o Mauricio fechou seu escritório de arte e me convidou para dar continuidade ao trabalho iniciado com sucesso. O contato com os filhos, Michely e Tiago, foi o empurrão que faltava para o meu mergulho. A alegria deles foi tão grande com a oportunidade de mostrar as obras que o pai deixou que eu nem podia pensar em não ir em frente com o projeto.
O Marco Giannotti, além de professor, foi amigo muito próximo do Bernnô. Por isso, nada mais natural do que convidá-lo para a curadoria. Testemunhei a sua emoção ao ser chamado. Seu texto mostra a familiaridade com a obra e com o amigo.
Pronto, cá estamos nós nesse tributo ao Jose Bernnô, mostrando o que ele batalhou tanto para conseguir. Ele se foi, mas a sua pintura ficou.

Vilma Eid




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