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Catálogo Nino | 15/03/2016

Nino
Iniciamos o ano de 2016 com grandes responsabilidades.
A primeira delas é que após termos recebido o título de Melhor galeria de arte em 2015, não podemos deixar a peteca cair.
Se merecemos essa honraria, que nos foi conferida por um júri indicado pelo Guia da Folha de São Paulo, foi graças ao empenho de uma equipe apaixonada e comprometida com as diretrizes traçadas há 12 anos, quando abrimos a Galeria Estação. Aos nossos artistas e ao publico que nos prestigia e acredita no nosso trabalho, muito obrigada.
O que eu chamaria de segunda grande responsabilidade é abrir o ano com a exposição do escultor cearense de Juazeiro do Norte, João Cosme Felix, mais conhecido como Nino.
Eu o conheci no início dos anos 90 e foi amor à primeira vista pelo homem e pela obra.
De uma humildade e suavidade tocantes, suas esculturas liberam toda a sua grandeza interior.
Estrela de primeira grandeza no cenário artística brasileiro e internacional, Nino faleceu em 2002, nos deixando, felizmente, trabalhos tocantes e fortes, histórias e personagens do seu cotidiano.
Eu não resisto às suas esculturas. Passei a comprá-las primeiramente dele e, a partir daí de colecionadores, leilões, galerias e em todos os lugares aonde elas estivessem disponíveis.
A Galeria Estação conseguiu reunir um belo acervo e agora chegou o momento de mostrá-las. Quem sabe a partir daqui elas passarão a morar em outras casas.
Germana Monte-Mór me contou que o André Parente, artista e cineasta, conheceu o Nino e que tinha horas de gravação com ele. Por isso o convite para curar a mostra foi um processo natural. André editou 30 minutos desse material inédito que exibimos na exposição.
Nino, foi um privilégio conhecê-lo e à sua obra.
Obrigada
Vilma Eid




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