Catálogo online

Ampliar texto

Catálogo Clovis | 05/11/2015

Clovis

Eu o conheço pouco. Na verdade, depois de eu ter ouvido muito falar dele, a Flavia Corpas me levou para conhecê-lo. Ele trabalha no Ateliê Gaia, dentro do Museu Bispo do Rosário, dirigido e cuidado pela instituição. Criou para si um ateliê dentro daquele que abriga todos os artistas que passam o dia ali trabalhando. É particular, excêntrico, próprio. Os materiais acumulam-se, trabalhos acabados com outros inacabados, telas, tintas... Pouco falante, Clovis nos recebeu com um meio sorriso. Logo que viu nosso interesse pela arte, e pela dele em particular, aos poucos começou a abrir-se.
Esse homem simples, um andarilho nascido no interior do estado de São Paulo, é um artista com um currículo a ser levado em consideração. Participou destas exposições coletivas: Ao rés-do-chão, Livre Galeria, Rio de Janeiro, 2015; Ressuscita-me, Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2013; Próxima parada, Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2007; Cologne in Colônia, Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, Rio de Janeiro, 2006; O que é normal?, ECCO – Espaço Cultural Contemporâneo, Brasília, 2006; Puzzlepólis II, 26ª Bienal de São Paulo, 2004 (com a artista plástica Livia Flores); Matéria prima, Novo Museu de Curitiba, Curitiba, 2002; Puzzlepólis, Espaço Cultural Sergio Porto, Rio de Janeiro 2002.
Clóvis chegou a ser comparado a Bispo do Rosário, de quem foi contemporâneo, por realizar seus trabalhos com materiais reciclados, agrupando-os por vezes também de maneira obsessiva. Eu acredito que o talento é o traço que os aproxima.
Estou entusiasmada e espero que vocês também fiquem.

Vilma Eid




Galeria Estação
Instagram