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Catálogo exposição José Bezerra | Esculturas - Galeria Estação | 23/03/2009

Minha história com José Bezerra começou quando vi uma foto do seu sítio, no Vale
do Catimbau, lugar onde trabalha e mora com a família. Imediatamente senti que
precisava conhecê-los. A imagem mostrava um homem com uma cuia na cabeça
que servia de chapéu, um colete xadrez com botões de madeira e umas “cordinhas” costuradas, servindo de adorno — dos botões às cordinhas, tudo feito por ele, soube depois. Estava sentado em frente a uma casa de taipa com pedrinhas incrustadas que formavam desenhos. Ao lado, um grande terreiro, verdadeiro museu a céu aberto, repleto de troncos e galhos transformados em esculturas. O impacto daquilo tudo sobre mim foi enorme.
Estava decidida e, por mais que meus amigos pernambucanos me alertassem para
a distância, a dificuldade de acesso, a época de chuva que torna o local quase inacessível, aluguei um táxi e parti. Vou me lembrar para sempre do nosso primeiro encontro. Depois dessa visita, há apenas dois anos, estive no Catimbau várias outras vezes com Cátia Avellar, que, também tomada pelo entusiasmo, embarcou comigo nessa empreitada, passando a acompanhar o trabalho do artista com regularidade. Em todas as ocasiões, a diversidade e a quantidade de esculturas eram assombrosas. A foto que eu vira era absolutamente fiel: um lugar mágico, um homem singular, um artista extraordinário.
Fiquei tão deslumbrada, tão emocionada que mostrá-lo em São Paulo, na Art Madrid e onde mais for possível tornou-se mais uma missão para o Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro – IIPB. O resultado está aí. Simples, direto, valoroso, importante, como é o escultor José Bezerra. Aproveitem!

Vilma Eid




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