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Catálogo Exposição Samico | Xilogravuras | 22/06/2012

Em 2004, a Pinacoteca do Estado de São Paulo fez uma grande e importante exposição de Gilvan Samico. Além das belíssimas xilogravuras, foram também mostradas, para nosso deleite, várias matrizes, sendo cada uma delas uma verdadeira escultura.
Marcelo Araujo, naquela época já diretor do museu, me telefonou perguntando o que eu achava de fazer em minha casa uma reunião em homenagem a Samico, Celida (querida Celida, mulher pra mais de 500 metros...), sua família e alguns amigos. Imagine, fazer essa pergunta a mim? Os que me conhecem sabem a festeira que sou e a alegria que tenho ao abrir minha casa para receber os amigos. Foi uma noite gostosa de encontros, reencontros e aproximações. Momentos que não esquecemos.
Em janeiro deste ano de 2012, ganhei de um amigo um livro ainda não lançado, Samico. Que surpresa! Que grande e agradável surpresa! Eu nem sequer tinha ouvido falar que esse trabalho estava sendo feito, e olha que depois, conversando com o Weydson Leal, o autor, soube que há seis anos ele trabalhava nele. Um livro lindo, primoroso, da editora Bem-Te-Vi, que faz justiça ao trabalho do artista.
Liguei correndo para o Samico, com quem não falava fazia tempo. Parabenizei-o e imediatamente o convidei para fazer uma exposição e, no mesmo dia da abertura, lançarmos o livro em São Paulo. No começo ele não ficou muito animado. “Ah Vilma, minha filha, você sabe que eu não gosto muito dessa coisa de exposição.” Eu, rápida, retruquei: “Pois então vamos fazer uma comemoração. Vamos comemorar a vida e esse lindo livro”. Aí acho que acertei. Ele gostou da ideia e começamos a caminhar.
No fim de abril, Germana Monte-Mór, com seu equipamento fotográfico, e eu fomos passar o dia com ele em Olinda, naquele magnífico casarão do século XVII vizinho do Mosteiro de São Bento, de onde, da sacada do ateliê, avistam-se quintais com mangueiras e árvores de fruta-pão e, logo ali, o mar. A reforma do casarão, conta Celida, foi desenhada por Samico, e “vejam cá”, ela nos chama, “como se enxergam nessas passagens as xilos dele”, apontando-nos janelas e beirais dentro da casa.
É um privilégio e uma alegria para Roberto e para mim podermos mostrar Gilvan Samico. É um degrau a mais na nossa história, na história ainda jovem da Galeria Estação.


Vilma Eid




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