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ApresentaĆ§Ć£o

Conheci Agostinho no início dos anos 90. Eu já tinha vários trabalhos seus na coleção, mas faltava conhecer o homem. Rugiero levou-o ao meu escritório e aquela figura baixinha, um pouco atarracada e com cara de poucos amigos, logo me interessou. Logo, ele passou a visitar-me e, de tempos em tempos, levava algum trabalho que eu comprava. Batíamos um papo, ele ia embora e eu ficava ali pensando que extraordinária a história, a vida e o trabalho daquele artista!Depois de sua morte a obra dele quase caiu no esquecimento. Nunca mais foi feita uma exposição, os trabalhos que aparecem nos leilões, mesmo os bons e com valor de compra baixo, nem sempre são arrematados. Essa é uma injustiça que não podemos mais deixar que aconteça. Esta exposição, a primeira desde sua morte, tem o objetivo de resgatar a memória e a obra de Agostinho Batista de Freitas. Não é uma retrospectiva nem pretende expor toda sua vasta obra. Fizemos um recorte selecionando os temas centrais em sua obra, o urbano, a roça e os folguedos populares, que julgamos ser o melhor e o mais surpreendente.



Vilma Eid