Notícia

08/05/2012 | Grandes Impressões

Artistas brasileiros têm venda recorde no exterior e entram na mirados curadores de feiras e museus internacionais. Anna Garcia

Em fevereiro, um dos principais curadores de arte do mundo viajou dez dias pelo interior do Brasil garimpando trabalhos para a próxima exposição em Paris. Não foi a primeira incursão do diretor-geral da Fundação Cartier para Arte Contemporânea no país, mas a derradeira de uma série iniciada em novembro. Responsável pela primeira mostra individual da carioca Beatriz Milhazes na capital francesa - em 2009, na sede da entidade, no Boulevard Raspail- , HervéChandès buscava algo inédito para o olhar estrangeiro. Encontrou no Espírito Santo, no Vale do Jequitinhonha e em Sergipe o que procurava. Intitulada Histoires de Voir, Show and Tell ( "algo como histórias de ver, mostrar e contar"), a exposição que abre neste mês terá óleos de Neves Torres, esculturas de barro de Izabel Mendes da Cunha e figuras de madeira de Véio, apelido de Cícero Alves dos Santos.
São artistas naïfs, que produzem peças ditas primitivas, cuja falta de perspectiva ou excessiva simplicidade não raro as torna incapazes de seduzir o olhar nacional. " O diálogo entre arte contemporânea e popular no país é único", afirma Chandès. O curador acaba de somar às mais de 1000 obras da coleção o quadro O Paraíso, tornando Beatriz Milhazes o novo nome entre os mais de 300 artistas a "morar" na instituição parisiense. [...]


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