Notícia

06/01/2009 | A Festa do Imaginário - Jornal Valor

Anfitriões que escolhem a Estação SP para dar uma festa ou fazer um evento estão também referendando a arte popular brasileira. O local em Pinheiros, São Paulo, era um antigo depósito da Antarctica quando foi comprado pela colecionadora de arte Vilma Eid.
Ela queria montar ali uma galeria na cidade. Mas a ampla construção com pé direito alto tinha potencial para mais. "Meu filho que deu a idéia de fazermos um espaço para eventos também." Então, há cinco anos, ela abriu o "salão de festas" e, pouco tempo depois, no piso superior, a Galeria Estação. No térreo, existe uma loja de arte popular e artesanato . "Como é voltado para a rua é bom porque chama a atenção para a galeria." Colecionadora há 30 anos, Vilma garimpa peças pelo Brasil. Seu acervo, exposto na galeria, conta com obras de Maurício Gomes, José Antonio da Silva, Agostinho Batista de Freitas, Izabel Mendes da Cunha, entre outros. "Meu critério não é comercial. Tenho um olhar estético." Vilma está programando para março uma exposição do artista José Bezerra com curadoria de Rodrigo Naves. Antes disso, ela se dedica à participação de sua galeria na ARCO, tradicional feira de arte de Madrid, em fevereiro. "Vou como galerista de arte popular. No Brasil tenho mais dificuldade em encontrar espaço em eventos similares." Mesmo encontrando obstáculos, Vilma acredita que o estilo está se difundindo. "Ano passado o restaurante Antiquarius fez uma exposição. Acho uma iniciativa importante." Para ajudar na divulgação e proteção da arte popular ela ajudou a fundar o Instituto do Imaginário do Povo Brasileiro, organização da qual é presidente.




Galeria Estação
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