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25/08/2014 | Abertura | “Quase figura, quase forma”, com Felipe Cohen, Marina Rheingantz e Tatiana Blass | Site Prêmio IP Capital Partners de Arte

21 de agosto de 2014
(São Paulo, SP)

A Galeria Estação, em parceria com a Galeria Millan, realizará de 21 de agosto a 10 de outubro de 2014 a exposição “Quase figura, quase forma”. Com curadoria de Lorenzo Mammì, a exposição reúne obras de artistas contemporâneos brasileiros com a produção recente de arte popular. Embora os pontos de partida sejam distintos, um território intermediário de possíveis trocas começa a assumir contornos mais distintos.

Alcides Pereira dos Santos, Ana Prata, Aurelino dos Santos, Cícero Alves dos Santos, Felipe Cohen, João Cosmo Felix, João Francisco da Silva, José Bezerra, Neves Torres, Paulo Pasta, Sebastião Theodoro Paulino, e Tatiana Blass são os nomes representados pelas duas galerias. Contudo o curador selecionou também artistas que fazem parte de outros elencos, como Marina Rheingantz (Galeria Fortes Villaça), Fabio Miguez e Sergio Sister (Galeria Nara Roesler) e Paulo Monteiro (Galeria Mendes Wood).

Para Mammì, enquanto muitos artistas contemporâneos estão se reaproximando de questões ligadas à representação ou encarando o problema do suporte de maneira mais individualizada e menos conceitual, a arte popular está gradativamente assumindo uma relação formalmente mais livre com seu repertório tradicional.

Segundo Mammì, uma análise criteriosa da produção de arte contemporânea e da popular dos últimos trinta anos revela possíveis convergências a serem exploradas. Para o curador, o final da década de 70 marca o início de uma valorização da figuração em relação à abstração na pintura contemporânea. “Talvez se possa dizer que, se o século XX foi tendencialmente um século de abstração, o XXI começa como século figurativo”, completa.

Paralelamente, o curador defende que a arte popular brasileira – sempre enraizada nos conceitos de imagem, figura e signo – ampliou seu repertório ao permitir que a vocação autoral de seus representantes ganhasse cada vez mais espaço. “Certo apagamento da imagem, certa dissolução de estruturas narrativas tradicionais e simbologias já constituídas, podem ser identificados também, a meu ver, na arte popular mais recente”, diz o crítico.

Mammì ressalta que a arte popular no Brasil, “nunca foi estritamente folclórica, no sentido de repetir, sem pretensão de singularidade, um repertório comunitário herdado”. Segundo ele, com exceção da arte indígena, este repertório praticamente não existia, ou era de importação muito recente. Mammì destaca ainda que o fato de o artesanato se desenvolver desde o começo perto dos centros urbanos ou dentro deles, onde o comércio era mais intenso, favoreceu uma produção com características individuais mais marcadas. “As fronteiras nunca foram rígidas: artistas de origem popular, como Emygdio de Souza, Agnaldo dos Santos, Djanira e Heitor dos Prazeres, circularam em ambiente culto, enquanto pintores de formação erudita (Guignard, Volpi, Pancetti) se aproximaram da linguagem popular”, completa.

“Quase figura, Quase forma”, com Felipe Cohen, Marina Rheingantz e Tatiana Blass
Curador: Lorenzo Mammì
Abertura: 21 de agosto, às 19h (para convidados)
Período da exposição: De 22 de agosto a 10 de outubro de 2014
Visitação: de segunda a sexta, das 11h às 19h, sábados das 11h às 15h
Entrada franca

Galeria Estação
Rua Ferreira de Araújo, 625 – Pinheiros SP
T: 55.11.38137253




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