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13/11/2012 | Blog Taste | 13 de novembro de 2012 - Um mundo embrulhado para presente | Por Cesar Giobbi

Ter, 13 de Novembro de 2012 17:00
Por: Redação Cesar Giobbi
Para sua última exposição do ano, a Galeria Estação apresenta Julio Martins da Silva (1893-1978), artista praticamente esquecido, embora de grande importância para a arte popular brasileira. Além de participar da Bienal de Veneza em 1978, naquele mesmo ano foi tema do filme O que eu estou vendo vocês não podem ver, de Carlos Augusto Calil, professor da ECA-USP e hoje Secretário Municipal de Cultura de São Paulo. Agora, tem seu trabalho reconhecido pelo olhar de Paulo Pasta, que faz a curadoria desta mostra com 19 obras do acervo da galeria e que será inaugurada nesta terça-feira (dia 13), às 19h.

Julio Martins da Silva, pintor tardio, passou a usar a tinta a óleo somente depois da aposentadoria definitiva. Interessava-se principalmente pela natureza, sobretudo por paisagens. Suas telas, sempre retratando uma cena organizada, com pinceladas leves de cores calmas e harmoniosas, contrapõem uma vida de muitas dificuldades. “Esse contraste entre uma vida feita de adversidades e privações e uma produção em que isso não aparece, ou melhor, na qual se elabora justamente o oposto dessa condição, constitui, como já procurei apontar, uma das principais contradições da obra de Julio Martins da Silva”, afirma o curador.

Segundo Paulo Pasta, as paisagens do artista possuem características muito particulares, mais próximas da imaginação do que da realidade. O curador aponta, ainda, como raramente se pode ver em suas obras a representação de uma natureza selvagem, desregrada e a mata, quando aparece, também é elaborada em formas amenas e ordenadas. “Acredito que o arquétipo mesmo de suas paisagens seja o jardim, nele, Julio Martins da Silva parece encontrar o seu tema perfeito”, completa.



Transcursos – De Aline van Langendonck
Paralela à exposição de Julio Martins da Silva acontece, no 1° andar da galeria, a exposição de Aline van Langendonck, artista que participou do programa de Residência Artística do Ateliê Acaia, em 2012, que recebe apoio da Galeria Estação. Com curadoria de Tiago Mesquita, a mostra Transcursos reúne um conjunto de trabalhos que versa sobre as possibilidades de relação de enquadramentos durante o deslocamento no espaço.

A mostra reúne o vídeo Rio Grande realizado nas linhas de trem da CPTM em São Paulo; uma série de monotipias nas quais uma faixa preta compõe o espaço de diferentes maneiras, além de sugerir um desdobramento de imagens em sequencia com quebras de linearidade; cadernos de desenho que investigam variações de formas de objetos cotidianos; objetos de madeira instalados entre o vão da sala expositiva; além da documentação do processo de pesquisa e trabalho relacionada ao período da residência nos ateliês do Instituto Acaia.




Galeria Estação
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