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24/10/2012 | Blog Debora Tessler | 19/06/2012 - Inocência Colorida de Arte Naïf | Por Raquel Chamis

jun 19, 2012 By Raquel Chamis

Diz-se que arte naïf é um estado de espírito. Ou que seus realizadores são “poetas anarquistas do pincel“. Para Alessandro Mendini, arquiteto italiano, tal arte tem “fortes laços com a hipersensibilidade do coração”. O fato é que este grupo de artistas é dotado de espontaneidade e traço livre, assim como os termos “primitivo” ou “inocente” – sinônimos para naïf – facilmente sugerem.

A Fondation Cartier pour l`Art Contemporaine reuniu na exposição Histoires de Voir, Show and Tell mais de 50 artistas de diversos cantos do mundo que trabalham esta estética. Com cerca de 400 obras de arte, a intenção da curadoria é demonstrar os traços comuns entre trabalhos provenientes de locais tão distintos: cores abundantes, perspectivas distorcidas e, em especial, a busca do imaginário como forma de inspiração.

O que talvez pouca gente saiba é que o mais completo museu de arte naïf está bem mais perto daqui do que Paris: na rua Cosme Velho, perto do bondinho do Corcovado. O Rio de Janeiro é a sede do MIAN – Museu Internacional de Arte Naïf -, que concentra mais de 6.000 obras de artistas de todo o globo. Fundado em 1995 pelo franco-carioca Lucien Finkelstein, que viajou pelos cinco continentes a fim de arrecadar as peças, o MIAN teve tempos difíceis, decorrentes especialmente da falta de patrocínio. Passou por inundações, foi fechado e esquecido pela comunidade local, até que a neta do fundador resolveu assumir o espaço, dando-lhe nova chance. Por conta dos esforços de Tatiana Levy, o museu foi reaberto este ano e agora quer se firmar como ponto de interesse dos turistas que chegam à capital fluminense.
Para acrescentar no próximo tour pela cidade maravilhosa.

Fonte: Débora Tessler .




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