Exposições na Galeria

Um desassossego | de 08/11/2016 a 06/12/2016

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Apresentação

Projeto Pintores

A arte e a criatividade estão aí, pelo mundo.
O que conhecemos de artistas bons é uma pequena parcela dos talentos existentes. São pessoas que, independentemente da idade, da nacionalidade e do reconhecimento, prosseguem em seu ofício porque precisam. Não se trata da necessidade financeira, mas fundamentalmente do alimento da alma.
Segundo o Dicionário Aurélio, CRIAR (verbo transitivo) é: Dar existência a / Dar origem a / Imaginar / Inventar / Produzir.
Os artistas bem-sucedidos o são não somente por causa do talento e da criatividade. Além desses, alguns outros fatores são imprescindíveis. Estudar, frequentar um bom ateliê, dedicar-se com afinco e profundidade são alguns deles. Segundo o artista plástico José Bechara, “o melhor lugar do mundo para o artista é o ateliê”.
Mas, também é preciso sorte. Sorte no sentido mais amplo. Aquela que ajuda a abrir portas, que traz oportunidades, que faz com se esteja no lugar certo e na hora certa. Complexo, não é?
Com o advento de um mercado de arte organizado, no Brasil e no mundo, mais do que nunca é preciso sorte. Ser selecionado em um concurso importante, chamar atenção por ser assistente de algum artista já conhecido, ajuda a abrir as portas de uma galeria de arte, que hoje tem um papel fundamental no chamado mercado primário, o dos artistas vivos e produzindo. Participar das feiras e exposições institucionais, um dos trabalhos a cargo das galerias, é importante para a visibilidade. Mas, como em todo mercado, também não é fácil entrar nesse.
Falando diretamente da pintura – sobre a qual muitos arriscam a “profecia” de que seu fim está próximo, se é que já não aconteceu (que bobagem!) –, é para mostrar que ela está viva e bem que a Galeria Estação está apresentando a exposição Desassossego.
Idealizada pela também artista plástica Germana Monte-Mor, que nesta exposição é curadora, a ideia me pareceu ótima! Dar oportunidade aos que estão começando, mas também àqueles que têm tido poucas oportunidades, atualmente, de mostrar sua obra.
O convite a artistas de reconhecimento comprovado, como Paulo Pasta, Rodrigo Andrade, Fabio Miguez, Sergio Sister, Leda Catunda, Marina Saleme, foi feito para que eles selecionassem e escrevessem, cada um, um pequeno texto sobre dois artistas.
Para a Galeria Estação, e para mim pessoalmente, esta mostra é motivo de orgulho. Acredito estar com ela cumprindo uma função nesse mercado, o que me faz mais feliz.

Aproveitem.

Vilma Eid

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Curador

Embora a arte contemporânea venha nos apresentando cada vez mais novas mídias como linguagem de expressão, pondo em xeque a pintura como meio, na cena paulistana, nos últimos anos, a pintura preenche uma fatia grande dos espaços dedicados à arte, seja no mercado de arte (galerias e feiras), seja nos espaços institucionais de museus e centros culturais.


O surgimento de um mercado local, impulsionado por novas galerias e pelas feiras especializadas, que colocou o Brasil, e São Paulo em particular, no circuito internacional, estimulou o crescimento de uma produção local historicamente pequena. Também a retomada da pintura na década de 80 no meio de arte internacional influenciou essa tendência no contexto de uma produção local, especialmente em São Paulo.


A discussão da pintura que temos hoje abre um leque de possibilidades. São caminhos mais individuais de busca, diferentemente de escolas ou grupos, como em períodos anteriores: vanguardas, modernismo, expressionismo abstrato. Agora é possível pensar a pintura de formas tão diversas convivendo com a mesma possibilidade de resultado, seja na avaliação do mercado, seja numa avaliação crítica. A construção mental da pintura de Cassio Michalany ao lado dos gestos expressivos de Vânia Mignone, ou a pintura hiper-realista, ou ainda o uso da fotografia como referência – e tantas outras abordagens aventadas e debatidas.


Por mais que o meio de arte tenha crescido, e de fato cresceu muito nas últimas décadas, ele não dá conta de uma produção latente que foi também estimulada pela prática de cursos em ateliês que pipocam pela cidade. Existem hoje em São Paulo muitos artistas jovens com talento que ainda não conseguiram colocar sua produção para ser discutida – e muitos outros que já trilharam um percurso próprio, mas que, por razões diversas, têm mostrado pouco a sua produção recente.


Esse panorama me estimulou a definir o caráter desta exposição. Para apresentá-la resolvi convidar dez pintores curadores que ajudassem a pensar estas produções, com cada um deles escolhendo dois pintores para participar, e assim sugerindo múltiplas aproximações.


Germana Monte-Mór


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Release

Galeria Estação
Apresenta
Um Desassossego - Pinturas


Abertura: 08 de novembro, às 19h – até 06 de dezembro de 2016


Conhecida pela pesquisa e promoção da arte chamada de popular ao se tornar um dos agentes responsáveis por sua inclusão nos cânones da arte contemporânea, a Galeria Estação, assim como fez com os autodidatas, em Um Desassossego dá oportunidade a jovens pintores fora do mainstream. Para isso, a diretora da galeria Vilma Eid contou com a colaboração de 10 curadores pintores que escolheram, cada um, dois novos artistas entre Rio e São Paulo para realizar a exposição. A exceção é o já reconhecido Boi (José Carlos Boi Cezar Ferreira) que, indicado por Dudi Maia Rosa, representa uma referência aos demais participantes. 

A galerista solicitou a Germana Monte-Mór para que, além dela, convidasse mais nove curadores pintores: Dudi Maia Rosa, Fabio Miguez, Leda Catunda, Marco Giannotti, Marina Saleme, Paulo Monteiro, Paulo Pasta, Rodrigo Andrade e Sergio Sister. Foram escolhidos por cada um deles os seguintes artistas: José Carlos Boi Cezar Ferreira e Rosa Barreiros (Dudi Maia Rosa); Alvaro Seixas e Gisele Camargo (Fabio Miguez); Fabiola Racy e Lília Malheiros (Germana Monte-Mór); Sandra Mazzini e Elvis Almeida (Leda Catunda); Taís Cabral e Vitor Iwasso (Marco Giannotti); Gabriel Pitan Gracia e Marina Hachem (Marina Saleme); Leopoldo Ponce e Thomaz Rosa (Paulo Monteiro); Alexandre Wagner e Guilherme Ginane (Paulo Pasta); Maria Andrade e Ricardo Alves (Rodrigo Andrade); Sara Muller e Suiá Ferlauto (Sergio Sister).


No catálogo da exposição, Germana sugere que a pintura de hoje abre caminhos mais individuais de busca, diferentemente de escolas ou grupos de períodos anteriores.  Já Paulo Pasta destaca que um pintor maduro sem erro, não chega a lugar algum, e que a boa pintura se faz a partir deste acontecimento. Para os novos pintores, ele deixa um conselho, parodiando Beckett, “errar melhor”.

Exposição: Um Desassossego- Pinturas
Abertura: 08 de novembro, às 19h (convidados)
Período da exposição: De 09 de novembro de 06 de dezembro de 2016
Segunda a sexta, das 11h às 19h, sábados das 11h às 15h - entrada franca.


Galeria Estação
Rua Ferreira de Araújo, 625 – Pinheiros SP
Fone: 11.3813-7253
Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
Atendimento: Martim Pelisson e Luana Ferrari
Fone: 11.3032-1599
marcy@pooldecomunicacao.com.br/martim@pooldecomunicacao.com.br / luana@pooldecomunicacao.com.br


 







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