Exposições na Galeria

José Bezerra | Esculturas | de 16/06/2015 a 04/08/2015

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Apresentação

A primeira vez que expusemos o José Bezerra, pernambucano do Vale do Catimbau, foi em 2009. De lá para cá temos acompanhado a sua trajetória artística, sempre consistente.
No lugar de onde ele vem nada é fácil, tudo é muito difícil, e acho que só a arte segura a alegria de viver desse homem sempre cheio de vitalidade, pronto para qualquer expressão artística. Toca seu berimbau, compõe suas canções, dança para sua “família”, que são as esculturas fincadas no chão do sítio onde mora.
É da terra que vem a sua inspiração. É da terra, dos troncos que já estavam mortos, que faz renascer as figuras que enxerga antes mesmo de esculpi-las. Sua intervenção é tão sútil e tão transformadora!
Visitá-lo é sempre uma emoção renovada. Ali, naquele lugar onde a natureza é tão bela, fala-se com Deus...
O fato é que Bezerra foi é e será sempre um grande artista. Sua intuição, perspicácia, visão criativa fazem dele o que ele nos mostra nesta exposição.
Ele é quase um minimalista, qualidade que espero que sempre faça parte da sua obra.
O querido Tiago Mesquita, curador da exposição, aceitou essa missão com alegria. É um dos admiradores do talento de Bezerra.
As obras aqui expostas são todas inéditas. Estamos muito felizes por poder mostrá-las. Espero que vocês fiquem felizes ao vê-las.
Vamos, juntos, curtir.

Vilma Eid

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Curador

A arte anônima de Teodoro Dias


Rodrigo Naves


para Tiago Mesquita


 


Nos dias que correm, fazer uma primeira individual aos 60 anos é algo bastante incomum. Degas só fez uma individual em vida. Mondrian também, com quase 70 anos e em Nova York. Isso não era raro – embora houvesse muitas exceções – até, digamos, a década de 1950, quando o circuito de arte (galerias, museus, revistas especializadas, críticos, curadores, cursos universitários etc.) ainda não havia alcançado o vertiginoso profissionalismo contemporâneo, com suas virtudes e mazelas. Não quero comparar os trabalhos de Teodoro aos de Degas e Mondrian. Não faria sentido.


No entanto, o artista se dedica a seu trabalho desde 1999. Adquiriu uma experiência considerável da arte pelos caminhos mais adequados (não partiu das teorias para o corpo a corpo com as obras e fez o trajeto inverso) e, nas poucas coletivas de que participou, ficava claro que perseguia intuições singulares, sobretudo na gravura, por onde começou. A resposta a essa entrada tardia no mundo público talvez se explique pela demora do artista em se convencer de que chegara ao delineamento de realizações visuais consideravelmente autônomas, além de serem capazes de proporcionar sensações que ampliassem o campo de visão e a experiência do público.


Sem dúvida, o rigor suposto nessa espera implica também qualidades pessoais meio em desuso: recusa ao reconhecimento a qualquer preço, rigor e, sobretudo e mais importante, o desejo de não apresentar algo “confuso”, ou seja, obras que, mesmo não convencendo seu autor, poderiam encontrar na barafunda reinante uma acolhida da parte de um público que muitas vezes responde ansiosamente a produções atraentes apenas pelo barulho que fazem. Não vejo problema no fato de um artista amadurecer sua  produção à vista de todos. Talvez esse seja mesmo o melhor caminho. Teodoro Dias, à sua maneira recatada, também fez isso. Só que o diálogo de seus trabalhos se limitava a uma esfera de conhecidos mais próximos. Pode ser que uma exposição anterior mais ampla tivesse apresentado ganhos. Agora é tarde para criticá-lo. Mesmo porque ele finalmente se convenceu que tinha o que mostrar, do que não tenho a menor dúvida.


O fato de ter escolhido para sua estreia uma galeria em geral voltada para a arte popular de qualidade – a Galeria Estação –, longe de ser um capricho, talvez ajude a compreender melhor o sentido do trabalho do artista, ele mesmo um admirador informado desse gênero artístico. De saída, seus trabalhos de pintura, desenho, gravura e objetos tridimensionais lançam mão de ordenações simples, aparentemente próximas do minimalismo, a despeito da presença decisiva das cores, aspecto que, para o minimalismo mais ortodoxo, seria inaceitável, já que suporia escolhas subjetivas, estranhas, ao menos em princípio, ao movimento. Para o minimalismo, a recusa à expressividade e até mesmo à autoria dizia respeito a uma sociedade de massas em que a possibilidade de um indivíduo propor experiências dissonantes tornara-se uma quimera. Tratava-se portanto de tornar possível a percepção da origem das disposições seriais, uma ordenação mais próxima da vivência nas grandes cidades.


Além disso, várias das construções tridimensionais de Teodoro permitem que o observador as manipule, introduzindo uma participação que vai além das decisões do autor, isso também um traço típico da produção contemporânea. No entanto – e aí o “contexto” popular é fundamental –, há nessas formas simples, aparentemente despretensiosas, uma singeleza que igualmente as aproxima dos riscos triviais que fazemos ao anotar com traços os pontos feitos num jogo de cartas ou, mais cruelmente, os dias passados numa cela de prisão ou ainda os grafites feitos com algum instrumento pontiagudo nas paredes das cidades. Mesmo que os dois movimentos (minimalismo e práticas prosaicas) recusem autoria ou a complexidade do que em geral entendemos por arte, eles apontam para direções opostas.


Neles, o anonimato pode ser entendido em sentidos que embaralham os códigos estabelecidos, com ganhos recíprocos. O lema “uma coisa depois da outra” – um quase dogma de Donald Judd – adquire nos despretensiosos gestos do dia a dia um significado realmente não autoral, enquanto as obras minimalistas estavam fadadas a valer milhões de dólares, uma ironia que o movimento não soube computar (e que talvez seja realmente impossível de antever). Nas peças de Teodoro, os atos comezinhos e gratuitos tendem a se elevar a um estatuto renovado, ao mesmo tempo lúdico e meio enigmático. E suas cores falam também de um mundo rico em estímulos, cuja ordem intriga e encanta. Chama a atenção no conjunto dos trabalhos a variedade de técnicas usadas, sem perda de qualidade ou de direção. E, embora Teodoro Dias tenha de fato uma habilidade manual notável, acredito que o que está em jogo nisso é um esforço para demonstrar as inúmeras possibilidades de procedimentos aparentemente simples, de par com uma extrema capacidade de extrair de cada meio resultados que não os violentem. E isso também é dos jogos.


Muitos de seus trabalhos lembram brinquedos de madeira. Mas conversam também com os objetos ativos de Willys de Castro, com os desenhos e pinturas de Cássio Michalany, com as caixas de Sérgio Sister, com as  formas e cores de Volpi. E o mais interessante da mostra como um todo vem da singularidade desse diálogo tão generoso. A originalidade já foi o critério distintivo por excelência da melhor arte – aquilo que o crítico norte-americano Harold Rosenberg chamou a “tradição do novo”, uma formulação intencionalmente paradoxal (como uma tradição se constitui daquilo que se opõe a ela?).


Nos nossos dias, embora ainda tenha importância, a noção de originalidade se confunde com um maneirismo tedioso, que pensa poder criticá-la por meio do uso sincrético de citações disparatadas – como fizeram, na passagem dos séculos XVI e XVII, e com muito mais grandeza, os maneiristas históricos (Pontomo, Rosso Fioretino, Parmigianino, El Greco etc.) O Autorretrato num espelho convexo, de Parmigianino, talvez seja o quadro que melhor sintetize essa fase final e morna do Renascimento. Depois da conquista da verossimilhança, só restaria distorcê-la.


Para Teodoro Dias a crítica ao mito da autoria supõe um tom menor e um recato notáveis. A combinação de formas simples e práticas populares – artísticas ou não, pouco importa – implica uma valorização de comportamentos quase espontâneos (como o canto de uma lavadeira, as expressões populares ou o assobio de um transeunte) mais a ambição de tornar essa experiência algo que possa ser compartilhado por todos. Não faria sentido para o artista mantê-las num âmbito privado.


Penso também que são essas preocupações que justificam as dimensões relativamente modestas das obras. O envolvimento e o encanto de boa parte da produção contemporânea frequentemente conduzem a uma ação tão abrangente sobre o observador que se torna impossível não ceder a seus encantos. Acredito que a breve existência criativa das instalações se deve sobretudo a esse traço, que cedo revelou-se quase autoritário, dadas as condições impostas ao público. Não é simples obter, como Richard Serra na maioria de seus trabalhos, a experiência de envolvimento e, simultaneamente, de recusa ao controle, pois, ao fim e ao cabo, é a lei da gravidade que nos governa a todos.


Os trabalhos em cores do artista têm uma alegria meio aparentada à de Calder, mesmo que sua dinâmica seja totalmente outra. Em lugar de colocar as cores a serviço da experiência de um mundo pastoral, em que a natureza (a brisa) não confronta o mundo da cultura, mas o assimila docemente, Teodoro age pondo a mecânica a cooperar com os sentidos. Seus objetos tridimensionais móveis propiciam uma quase ilimitada relação de cores, tanto por sua variação quanto pela ação de umas sobre as outras. Nos desenhos e pinturas, a leveza das linhas e faixas coloridas dificulta a individuação das cores. Contam aí mais o ritmo e a vivacidade dos conjuntos. Novamente, o que move o artista vem a ser a riqueza dos estímulos visuais, evitando as composições que as poderiam engessar. Como Calder, esse outro jovem senhor lida com as cores para torná-las livres e senhoras de si.


A preocupação de produzir objetos cuja dimensão artística pouco ou nada tem de ostentatório, a modéstia das dimensões e a parcimônia formal dos trabalhos de Teodoro Dias perseguem uma poética que faça sobressair mais as possibilidades cotidianas do que a genialidade artística individual. Entendamo-nos, porém. O cidadão Teodoro Dias vem de um meio rural, do qual se afastou apenas em 1999 (em termos, pois ainda tem o coração meio camponês e até hoje vive em Poços de Caldas). O anonimato cinza das metrópoles é algo que não o atrai nem mesmo por suas possibilidades culturais.


O que o move nessa procura de impessoalidade vem da confiança de um homem que aposta na emancipação do cidadão comum, não necessariamente na trilha dos surrealistas ou de Joseph Beuys, que consideravam artistas todos os seres humanos. Afinal de contas, não será que estejamos dando à arte uma importância estranha a um apanhador de café, a um caixa de banco ou a um barbeiro? O artista não os desconsidera. (Aliás, no dia a dia trata homens e mulheres de todas as classes com uma cortesia de dar inveja.) Interessa-lhe sim propor uma relação com objetos simultaneamente simples e potentes. Numa passagem notável de A educação estética do homem, Schiller escreve: “Ora, o predomínio da faculdade analítica rouba necessariamente o fogo e a força à fantasia, assim como a esfera mais limitada dos objetos diminui-lhe a riqueza”.1 Penso que a arte de Teodoro move-se guiada por balizas semelhantes.


O artista não faz coisas. Tampouco permite – sobretudo nas obras tridimensionais — que relações muito complexas as afastem do mundo da vida e dos cidadãos comuns. A imaginação ou fantasia que brotam desses trabalhos não as conduz a esferas oníricas ou à brutalidade opaca da matéria. Fantasia aqui significa, como na obra de Miró, conseguir fazer com que cores, formas, volumes e linhas se mostrem alegremente. Ou seja, por mais que algumas hastes de madeira pintada estejam fixadas sobre um suporte, o simples fato de poderem deslocar-se já acrescenta aos elementos uma autonomia considerável. Não há alegria sem isso. Para experimentá-la, é imprescindível suspender, mesmo momentaneamente, a subordinação dos fenômenos a um fundamento. Só então alcançamos a leveza da grande arte: simultaneamente material, física, mas capaz de transcendê-las.


Não foi por acaso que o livro de Schiller me ocorreu ao pensar sobre as obras de Teodoro Dias: “Em meio ao reino terrível das forças e do sagrado reino das leis, o impulso estético ergue imperceptivelmente um terceiro reino, alegre, de jogo e aparência, em que desprende o homem de todas as amarras das circunstâncias, libertando-o de toda coerção moral ou física.”2 Nem sempre isso ocorre, mesmo em grandes obras. Realmente é preciso alcançar leveza e autonomia das partes para que se chegue a isso. Na arte moderna, acredito que Miró, Calder, Klee e o Matisse dos arabescos são exemplares na realização disso.


Voltando ao ponto em que comecei este texto (a razão de uma exposição tardia), reparo que a tentativa de compreender melhor a obra de Teodoro Dias mostrou outra possível razão para um adiamento tão demorado. Ao artista, acredito, nunca interessou fazer objetos que de antemão fossem reconhecíveis como arte. Essa investidura praticamente impediria sua “estética do anonimato”. Então aos poucos foi conquistando esses objetos meio anfíbios. Discretos ao ponto de não serem de ninguém. E fortes o suficiente para uma experiência do anonimato que seja motivo de orgulho e solidariedade.


Esse exercício da simplicidade também conduz a outras soluções notáveis. Nas suas caixas, as cores, por mais luminosas que sejam (e não são muito frequentes), sempre se mostram apenas parcialmente: ora como perfil, ora como superfície, ora enviesadamente. A recusa de expô-las de forma plena tem também uma dimensão lúdica. Elas brincam de esconde-esconde. E ao mesmo tempo supõem um raciocínio profundo sobre elas: aquilo que se revela despudoradamente diz respeito a um mundo devassado, desventrado pela técnica ou pela razão. Na natureza isso dificilmente ocorre. Flores, frutos, folhagens ou animais jamais apresentam suas cores escancaradamente. Não só por serem tridimensionais, mostrando-nos apenas aspectos deles. Mas sobretudo por terem vida própria e, assim, mudarem sempre sua aparência à medida que crescem, amadurecem e morrem. O artista não quis mimetizá-las de forma banal. Para isso, bastaria pintar naturezas-mortas.


Muitos elementos inorgânicos ou apenas toscamente industrializados se diferenciam desse processo vital. Rochas, conchas, água, ferro ou ouro são por dentro idênticos ao que mostram exteriormente. O artista sabe disso. Tanto que um de seus suportes favoritos são as madeiras com que constrói suas máquinas de cor. E madeiras, como todo mundo sabe, foram um dia árvores, que se derrubaram para serem industrializadas. Teodoro não pretende ressuscitá-las por meio de um artifício, ou seja, pelo uso de cores que, simultaneamente, ocultariam suas faces mortas e lhes transfeririam um pouco de vivacidade.


Suas caixas de cor não são mecânicas por acaso. Elas devem ser mecânicas para reforçar a artificialidade das madeiras. É o seu funcionamento que suspende a causalidade de forças que deslocam os corpos, ao transformá-los em objetos problemáticos – não objetos, para usar uma expressão cara aos neoconcretos. Resta no entanto um problema: como conciliar a alegria desses seres leves e autônomos e a extrema coerência dessas obras de técnicas e suportes tão díspares, que lembram o desdobramento de um telescópio, com seus vários cilindros a se engolirem uns aos outros?


Como se sabe, a coerência pode ser virtude e vício. Morandi, Volpi ou Donald Judd passaram boa parte de suas vidas debruçados sobre “temas” tão aparentados, que apenas sua enorme sutileza soube transformar em diferença. Acredito que a mesma prática não adquiriu diversidade nas esculturas de George Segal e nas pinturas de Roy Lichtenstein. Em vez de trabalhar com leves passagens tonais que levavam a percepção a uma capacidade de discriminação crescente, Teodoro decidiu criar sua diversidade a partir de uma profunda familiaridade com as várias técnicas artísticas, extraindo delas o máximo que podiam dar, mantidas as  exigências de simplicidade que o norteiam. A obra de Teodoro Dias pode se assemelhar, na relação entre seus diversos momentos, aos cilindros de um telescópio. Só que, em vez de aproximar opticamente os objetos, visam a pôr em xeque sua realidade dada, opaca.


1 Schiller, Friedrich. A educação estética do homem – numa série de cartas. Tradução de Roberto Schwarz e Márcio Suzuki. São Paulo: Iluminuras, 1989, p. 43.


2 Idem, ibidem, p. 143.


 

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Release

ZÉ BEZERRA
NA GALERIA ESTAÇÃO

Abertura: 16 de junho, às 19h - Até 04 de agosto de 2015

Quando José Bezerra olha um pedaço de madeira ele já reconhece a imagem que ali se insinua. Sua arte então é esculpir o tronco para que o desenho surja, deixando, porém, uma janela aberta à imaginação. Animais domésticos e bichos da região como tatus, cachorros e tamanduás são parte considerável da sua produção. Bezerra transforma temáticas simples em soluções inesperadas, ao deslocar com seu arsenal artístico a ideia que se tem da fauna original.
Com a intervenção de um facão, grosa, formão e serrote em árvores caídas, pedaços de troncos e raízes, ele retrata as mais diversas formas, aproveitando a natureza do Vale do Catimbau (PE), onde vive, para conceber o seu trabalho. "Ele vislumbra algo nos galhos antes mesmo de começar a trabalhar. Aliás, é o que ele enxerga na planta que o faz começar. Assim, a forma não é o fim do processo, mas qualidade do próprio cepo”, diz Tiago Mesquita, curador da exposição.
A mostra conta com cerca de 40 esculturas que se dividem em duas maneiras diferentes de relação da matéria com a forma. Além das peças nas quais a madeira sugere a figura do bicho, Bezerra trabalha também com troncos regulares a partir dos quais o animal aparece. “Pode ser a cabeça de um porco que surge na ponta de um toco, um carneiro que tenta sair do cilindro do tronco ou um tatu que se contorce tentando arrastar um pedaço curvo de pau”, explica o curador.
Mesquita ressalta ainda que muitas vezes, seu entalhe se confunde com os próprios veios e rachaduras da madeira. "Embora pareça bicho, o tronco não perde sua qualidade vegetal. O material decaído também não é mais árvore e começa a assumir outro aspecto. O artista figura uma coisa se tornando outra. Nem mais galho, mas ainda não bicho.”

Sobre o artista:
José Bezerra (1952, Buíque, PE) vive no Vale do Catimbau, no sertão de Pernambuco, região, segundo pesquisadores e arqueólogos, considerado o segundo maior sítio arqueológico do Brasil, tanto pela quantidade de pinturas e inscrições quanto pelo valor histórico. É respirando esta atmosfera que o artista produz suas esculturas, exibindo-as ao redor de sua casa, uma aldeia de seres em madeira que encantam os viajantes que por lá passam, entre os quais Zé Celso Martinez.

Serviço:
José Bezerra | Esculturas
Curador: Tiago Mesquita
Abertura: 16 de junho, às 19h (convidados)
Período da exposição: De 17 de junho a 04 de agosto de 2015, de segunda a sexta, das 11h às 19h, sábados das 11h às 15h - entrada franca.

Galeria Estação
Rua Ferreira de Araújo, 625 – Pinheiros SP
Fone: 11.3813-7253 

INFORMAÇÕES À IMPRENSA
Informações à Imprensa
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Atendimento: Martim Pelisson e Luana Ferrari
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