Artista

Lorenzato

 Amadeo Luciano Lorenzato
Sem Título, 1995
Sem Título, 1991
Sem Título, 1977
Sem Título, 1993
Sem título, 1974
Sem título, 1980
Sem Título, 1974
Sem título, 1999
Sem Título, 1970
Favela, 1992
Favela, 1974
Sem Título, 1974
Sem Título, 1982
Sem Título
Sem Título, 1961
Sem Título,1985

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Biografia

Amadeo Luciano Lorenzato
1900 - 1995, Belo Horizonte | MG – Brasil

Pintor e escultor. Começa a trabalhar como ajudante de pintor em 1910, exercendo o ofício até 1920, quando se muda com a família para Arsiero (Itália), onde trabalha como pintor de paredes na reconstrução da cidade. Em 1925, matricula-se na Reale Accademia delle Arti, em Vicenza. No ano seguinte, muda-se para Roma, onde permanece dois anos em companhia do pintor e cartazista holandês Cornelius Keesman, com quem desenha nos fins de semana. Em 1928, ambos decidem viajar de bicicleta ao leste europeu, passando por Áustria, Eslováquia, Hungria, Bulgária e Turquia. Finda a viagem em 1930, o artista separa-se de Cornelius e muda para Paris, e trabalha na montagem dos pavilhões da Exposição Internacional Colonial. Um ano depois, retorna à Itália onde fica até abril de 1948, data em que volta ao Brasil. Trabalha, em 1949, na montagem dos estandes para a Exposição de Indústria e Comércio, realizada no Hotel Quitandinha, de Petrópolis, depois, muda-se com a família para Belo Horizonte e exerce o ofício de pintor de paredes até 1956. Impedido de continuar na construção civil devido a um acidente, dedica-se integralmente à pintura. Em meados da década de 1960, apresenta alguns trabalhos ao crítico Sérgio Maldonado, que, por sua vez, apresenta-o a Palhano Júnior, organizador da primeira exposição individual de seus trabalhos, realizada em 1967.

Comentário Crítico
Natural de Belo Horizonte, Minas Gerais, descendente de italianos, Lorenzato vive a infância no Brasil. Após a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), sua família resolve retornar à Itália. Aos 20 anos, ele passa a exercer a atividade de pintor da construção civil. Em 1925, estuda na Reale Accademia delle Arti, na Galleria Olimpica di Vicenza (atual Accademia Olimpica Vicenza). Seus primeiros quadros são realizados em excursões que faz aos domingos pelos arredores da cidade.




Em 1926, em Roma, conhece o pintor Cornelius Keissman. Por volta de 1928, acompanhado por Keissman, faz longa viagem de bicicleta por diversos países da Europa. Vive da venda de pequenos guaches e aquarelas e de cartões impressos com a foto dos dois artistas ao lado de suas bicicletas. Em Bruxelas e Paris, permanecem por mais tempo. Em Paris, Lorenzato trava amizade com o pintor italiano Gino Severini (1883 - 1966) e aproveita para ampliar seu conhecimento sobre a obra dos impressionistas, pelos quais revela profunda admiração. Ele afirma ter também grande fascínio pelos trabalhos dos mestres renascentistas italianos.
Com o fim da 2ª Guerra Mundial (1939-1945), retorna ao Brasil em 1949 e se fixa com a família em Belo Horizonte. Sofre um acidente em 1956, devido ao qual se aposenta. Passa então a dedicar-se inteiramente à pintura. Para a estudiosa Cláudia Giannetti Nölle, em sua pintura o artista prescinde dos detalhes e se concentra nas linhas e cores essenciais, procedimento freqüente em pintores próximos ao primitivismo. Começa a utilizar um pente de metal comumente empregado na ornamentação de pintura de parede, com o qual funde as camadas de tinta na tela. O resultado é a apresentação de linhas tortuosas e leves reentrâncias dispersas por todo o quadro.
Lorenzato retira seus temas da realidade cotidiana tanto nas paisagens quanto nas naturezas-mortas e retratos. Utiliza freqüentemente novos materiais como a tela de arame, madeira e papelão, assim como pratos, caixas e abajures que servem de suporte para sua pintura. Realiza também esculturas, trabalhando com argila e, nas obras maiores, com cimento. Na escultura apresenta tendência à redução a formas básicas e linhas essenciais, embora imprima às figuras grande intensidade e força de expressão. Para Nölle, sua obra é sobretudo uma criação espontânea, na qual os elementos se fundem naturalmente.

Fonte: Itaú Cultural





EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS E COLETIVAS SELECIONADAS

2018 Mínimo, múltiplo, comum, Estação Pinacoteca, São Paulo | SP – Brasil
2017 Lorenzato: Simples Singular, Centro Cultural Minas Tênis Clube, Belo Horizonte| MG - Brasil
2016 Um certo olhar – Coleção Celma Albuquerque, Galeria Estação, São Paulo | SP - Brasil
2014 Lorenzato, a grandeza da modéstia, Galeria Estação, São Paulo | SP – Brasil
2014 E você nem imagina que Epaminondas sou eu, Galeria Bergamin & Gomide, São Paulo | SP – Brasil
2008 Individual, Manoel Macedo Galeria de Arte, Belo Horizonte | MG - Brasil
2007 Individual, Manoel Macedo Galeria de Arte, Belo Horizonte | MG - Brasil
2001 100 anos de Lorenzato, Galeria da Escola Guignard, Belo Horizonte | MG - Brasil
2000 100 anos de Amadeo Lorenzato, Casa dos Contos, Belo Horizonte | MG - Brasil
1996 Artistas Populares de Belo Horizonte, Centro Cultural da UFMG, Belo Horizonte | MG - Brasil
1995 Individual, Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte | MG - Brasil
1994 Individual, Galeria da Caixa, Belo Horizonte | MG - Brasil
1988 Individual, Manoel Macedo Galeria de Arte, Belo Horizonte | MG - Brasil
1986 Individual, Espaço Asal, Belo Horizonte | MG - Brasil
1984 Individual, Casa dos Contos, Belo Horizonte | MG – Brasil
1982 Mostra Nacional de Pintura Populas, Bauru | SP – Brasil
1981 Individual, Galeria Brasiliana, São Paulo | SP – Brasil
1981 Exposição de Arte e Artesanato, Belo Horizonte | MG – Brasil
1980 Gente da Terra, Paço das Artes, São Paulo | SP – Brasil
1980 Primitivos Mineiros, Mandala Galeria de Arte, Belo Horizonte | MG - Brasil
1977 Individual, Galeria Memória Cooperativa de Arte, Belo Horizonte | MG – Brasil
1976 Salão do Pequeno Quadro, Galeria da Escola Guignard, Belo Horizonte | MG – Brasil
1976 Individual, Galeria Memória Cooperativa de Arte, Belo Horizonte | MG – Brasil





1973 Individual, Galeria Arte e Livro, Belo Horizonte | MG - Brasil
1973 Individual, Petit Palais, Paris - França
1973 Terceira Trienal de Bratisláva, Bratisláva – Checoslováquia
1971 Individual, Galeria Chez Bastião, Belo Horizonte | MG - Brasil
1970 Semana do Folclore, Galeria Minart, Belo Horizonte | MG – Brasil
1970 Cinco primitivos, Galeria Guignard, Belo Horizonte | MG - Brasil
1967 Individual, Minas Tênis Clube, Belo Horizonte | MG - Brasil
1965 Salão Jovem, Minas Tênis Clube, Belo Horizonte | MG - Brasil
1964 Individual, Minas Tênis Clube, Belo Horizonte | MG – Brasil

COLEÇÕES PÚBLICAS / INSTITUCIONAIS
Pinacoteca de São Paulo, São Paulo | SP - Brasil
Fundação Clóvis Salgado, Belo Horizonte | MG – Brasil
Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte | MG – Brasil
Universidade Federal de Viçosa, Viçosa | MG – Brasil






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