Artista

Antonio Poteiro

Antonio Poteiro
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Biografia

Antônio Poteiro
(Antônio Batista de Souza)
1925, Santa Cristina da Posse, Braga, Portugal – 2010, Goiânia, Goiás, Brasil

Chegou criança de colo ao Brasil. Morou em São Paulo, em Minas Gerais e entre os índios Carajás na ilha Bananal. Depois, fixou-se definitivamente em Goiânia (GO), em 1955. Trabalho como cisterneiro, padeiro, cozinheiro e faxineiro antes de iniciar-se na arte do barro em Araguari, junto ao pai, o ceramista Américo de Souza, que fazia potes e outros utensílios domésticos. Foi assim que o apelido Poteiro se juntou ao seu nome.
Da destreza em confeccionar potes surgiu o desejo de dar outras formas à matéria: a escultura. Poteiro esculpe santos, grandes urnas com relevos, animais associados ao sagrado, sonhos geradores de humanidade. Raras vezes o casamento de uma arte da terra com temas da criação do mundo encontrou intérprete tão extraordinário como ele. “Há na sua obra uma teatralidade barroca”, escreve a crítica Aline Figueiredo. “Faz também peças avulsas de santos diversos”, informa ela, “ou representações do Deus-crente, Deus-único e Deus-balança.”
Aliás, grande parte do seu temário é religiosa. Em 1973, animado por Siron Franco, iniciou-se na pintura, pintando diretamente sobre a tela, sem desenho prévio, de maneira dramática e usando as cores primárias com magistral equilíbrio. À sua preocupação religiosa soma-se em muitas instâncias um sentido de crítica política: em uma de suas “Últimas Ceias”, por exemplo, a decoração da mesa é feita com notas de dólar e libra. “Na pintura”, declara em entrevista de 1977 a Frederico de Morais, “eu uso os mesmos temas da cerâmica: Deus-único, Deus-balança, um punhado de santos, temas regionais, as cavalhadas, cirandas, tudo com um pouco de fantástico saído da minha cabeça”. Sua obra, embora numerosa, mantém um alto nível de realização, que o situa entre os artistas de maior importância no país. Ganhou projeção internacional: participou por duas vezes da Bienal Internacional de São Paulo (1981 e 1991), expôs em mais de vinte países e recebeu inúmeros prêmios em salões de arte plásticas, com amplo reconhecimento da crítica.

Pequeno Dicionário do Povo Brasileiro, século XX | Lélia Coelho Frota – Aeroplano, 2005

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